Sobre o aspecto patrimonial é impossível não perder numa separação
Primando sempre pela sinceridade e objetividade na atuação jurídica costumo dizer às partes que buscam acompanhamento para um divórcio ou dissolução de união estável que o sucesso nestes casos é perder pouco.
Tal afirmação deriva da premissa básica de que o patrimônio até então pertencente ao extinto casal, e, em tese usufruído por ambos, terá que ser partilhado, e, por consequência os dois perderão. Obviamente que o fim de um relacionamento se dá por inúmeros fatores que não só a questão patrimonial, portanto, existem vantagens subjetivas para cada um que não são aferíveis por terceiros.
Não crie a ilusão ao procurar um advogado (a) de que vai "ganhar" num processo de separação. Como disse "ganhar é perder pouco", apenas o que é justo. De qualquer sorte o acompanhamento de um advogado para propor e tentar entabular um acordo, nos casos em que a lei permite, ou, propor uma ação judicial é fundamental para resguardar seus direitos e superar o fim de um relacionamento da maneira menos traumática possível.